| GRANADINAS ( Pequeno grande! turismo pelo Caribe...) ( E "vamo que vamo" !!!!!! ) Tempo para tudo. Do trabalho como sustento. Do trabalho para a manutencao da " casa". Do trabalho diario de limpeza, almocos, esta coisa normal do dia a dia. Agora, do trabalho de subir velas, cuidar da navegacao, do tempo, do mar e da alma. Na sequencia do momento, com bastante tempo para tudo. Mas o tempo flui muito rapido e esta certo quem ja dizia: quando tudo esta bem, nao passa: voa! Margherita, depois Los Testigos de novo para esperar um bom momento nos ventos e entao chegamos as Granadinas. Sou obrigada a escrever o que tantos ja constataram: lugar dos mais lindos. E, ate onde conhecemos, o que se ve em filmes, se imagina num momento de relax, existe ali. Aguas translucidas, variando entre clara e sombreada em funcao dos corais. Prainhas de areia no meio do mar, dignas de quadros. E areia branca, fininha, recebendo conchas e servindo como repouso para tantas outras. Impossivel ficar inexpressivo diante de tudo isto e recebemos, tudo o que vimos, como um premio. Passeamos por Carriacou, Petit Martinic, Union Islands e Tobago Cays. Ilhas proximas, 15 ou 20 milhas entre elas de distancia onde o turismo de aluguel de catamarans toma maior corpo. Pegamos ventos fortes ate Carriacou e depois, variou ate muitas vezes somente o motor funcionar, rateando.  ( ...Pois e...Maes e filho ) Evitamos ao maximo o seu uso porque certamente iriamos precisar dele nas ancoragens e continuava absolutamente, nada confiavel. Dormimos em uma poita em Union Island e reabastecemos com verduras e agua. Pagamos pelo pernoite sem muita animacao mas diante dos ventos e de nossa ancora "suspeita" foi a solucao. Havia somente uma barreira de corais como protecao do mar mas os ventos nao estavam dando muita tregua. Debora e Guilherme surfaram, riram muito e ralaram os pes nos corais. Dia seguinte, fomos ate Tobago Cays, 3 horinhas dali. Encanta, deslumbra e permite mergulho. Tem uma imensa protecao do mar pela barreira de corais em semi-circulo no lado leste e a ancoragem sofre somente a acao dos ventos. Disputamos um bom espaco porque apesar de cedo para a temporada de turismo ( era novembro, no inicio ), muitos barcos ja estavam la. Dingue para conhecer as demais prainhas por perto e as noites para apreciar o ceu, conversar, jogar baralho e dormir. Fomos subindo, parando onde antes so haviamos passado e a boa distancia. Saint Vincent uma ilha bonita, com morros, vegetacao exuberante e muitos rios. No entanto, extremamente pobre fazendo com que desde a aproximacao ate o ultimo instante que se fica ancorado tenha-se sempre muito por perto, pessoas locais oferecendo, literalmente empurrando, as frutas da regiao. Invadem a privacidade de qualquer veleiro e assustam, criando um ciclo vicioso de barcos que tentam ficar mas logo em seguida, vao embora. Nao se tem a menor privacidade com tantos olhos para dentro dos barcos...  ( Era enorme...mas, comprada! ) Na sequencia, Saint Lucia, para pernoite. Martinica, escondidinhos, para tambem dormir e comprar um vinhozinho tinto ( ninguem e de ferro!) e saida ainda pela madrugada porque haviamos escolhido para ancorar bem em frente ao Custons...Nao daria para arriscar, afinal, e uma ilha que exige o visto para brasileiros. Alias, sem logica alguma sabendo-se que na propria Franca, na Europa, nosso passaporte tem total receptividade. E uma ilha bastante grande em relacao as demais e de visual bonito do mar. Alem disso, como esta praticamente no centro do arco das Pequenas Antilhas, apos alcanca-la os ventos tendem a se tornar favoraveis para a proxima metade do caminho, em funcao do rumo. Dominica, velejamos durante o dia paralelamente a sua extensao e dormimos no extremo norte. Tem a similaridade da populacao com Saint Vincent. Ilha exuberante em vegetacao mas escassa na economia: turismo foge de la... Dali para Iles de Saint que tem um charme especial, recantos maravilhosos e que na nossa descida, na temporada anterior, haviamos tido a chance de conhecer. Agora pudemos aproveitar mais e tambem nos preocupar mais pois os ventos ficaram fortes e nossa ancora nao dava conta em manter Luiza no devido lugar. Solucao encontrada, depois de varias mudancas de ancoradouro, foi amarrar e prender nossa ancora em entulhos no fundo do mar. Bem proximo, em seguida, Guadalupe, tambem francesa, aromatica como poucas e numa pequena baia a noroeste, ficamos tambem para dormir e aproveitamos para reabastecer com agua e verduras. Esse padrao de velejar durante o dia e dormirmos ancorados nos deu a sensacao de turismo tranquilo. E realmente foi. A proxima perna seria Antigua aonde haviamos marcado de nos encontrar com Caique, ja trabalhando em novo barco com o mesmo primeiro capitao. Nesta perna, vimos o vulcao Montserrat sob um angulo previlegiado, liberando seus gases, vagarosamente. ( (Tobago Cays) Nos chegamos em Antigua mas Caique nao conseguiu no mesmo periodo, conforme haviamos tentado nos organizar. Ficamos frustrados. A saudade estava batendo forte... Aproveitamos para conhecer as ancoragens da face sul e depois, por sotavento, as demais, com alguma distancia devido os corais na regiao. Rumamos cedo para Sint Maarten, distante 90 milhas que levaram quase 24 horas, regulando as velas para aproveitar a brisa eventual. Faltando 15 milhas para o destino, o vento parou de vez e nosso motor tambem. Bem, hora do dingue e o motorzinho trabalharem de novo em parceria com o Luiza e foi dessa forma, com ele contrabordo mais uma vez, que chegamos 6 horas da tarde na baia de Simpson Bay e jogamos nossa ancora. Estavamos com saudades de todos e tudo que pertencia aquela ilha. Nao ser mais um local desconhecido tem suas vantagens: nos sentiamos a vontade, conhecedores...Coisa boa... Na manha do dia seguinte, no horario em que a ponte abriu, um amigo brasileiro nos ajudou a entrar ficando contrabordo com seu dingue, cujo motor era bem maior que o nosso. De novo naquela ponte, desta vez com o barco todo arrumadinho mas, meio a reboque...Fazer o que. Jogamos ancora no mesmo cantinho do Lagoon ( Cole Bay ) do ano anterior onde levamos nossas vidas como cidadaes de terra. Voltaramos para isso. Foram quase trinta dias desde a saida da Venezuela, velejando, ancorando, nadando, mergulhando com snorkel ( entenda-se aqui, os que gostam e sabem ). Desembarcamos muito pouco e nosso turismo foi sempre do mar olhando a terra. Para conhecer, mas realmente conhecer todas as ilhas do Caribe, por mar e passeando por terra, precisariamos de muito mais tempo. Ha muito o que ver e ha muito o que aprender, vivenciar. Ha programas diferentes em cada ilha e so a Martinica, grande, por exemplo, ocuparia bastante espaco numa agenda, para o turismo. Fizemos por duas temporadas o Caribe e poderiamos tranquilamente tirar mais duas para chegar mais proximo de conhecer efetivamente. Entao entendemos os franceses que estao velejando por la ha dez anos e nao saciaram-se... Ha praias com muitos barcos ancorados e existem outras desertas. O turismo e imenso nas aguas do Caribe mas nao nos incomodou em nada. Haviamos adquirido o desejo de estar exatamente aonde estavamos e prestamos sempre muito atencao nisso. Pandora e Dudu formaram a pior das duplas dinamicas, agitando e nadando sempre que paravamos, ao entardecer. Sao labradores ( ele bem menos que ela ) portanto doceis e meigos mas, como ja sabiamos, exigiram toda a atencao durante as velejadas e muita companhia nas nadadas...Dudu aprendeu alguns limites nesse periodo e Pandora, diminuiu seu impeto juvenil por causa do filho mas o trabalhao, havia se confirmado...Os dias de Dudu a bordo estavam contados mas tratamos de nao pensar nisso. O momento chegaria.  ( Chegando em Saint Vincent ) |